Desemprego: o legado deixado pela pandemia

Alexandre Sampaio*


O dia de amanhã se tornou incerto. Enquanto a Covid-19 circular pelo nosso país, viveremos nessa constante montanha-russa, onde os altos e baixos se tornam intensos a cada curva realizada.

Em razão da quantidade de casos registrados da infecção viral - junto com uma alta taxa de óbitos -, algumas capitais aderiram ao toque de recolher para minimizar a circulação de pessoas. Entretanto, outras cidades, como Brasília, optaram pelo lockdown geral, onde apenas serviços essenciais podem manter as suas atividades.

Já faz um ano que o coronavírus está presente em nossas vidas. Desde a sua chegada até o presente momento, poucas coisas mudaram. O mês de março de 2021 se inicia da mesma forma que em 2020: com restrições e planos mal estruturados para conter a doença. A nossa esperança gira em torno da vacinação que, até então, não deslanchou. Temos consciência que, apenas dessa forma, trilharemos em rumo de uma recuperação.

Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o desemprego em nosso país teve a terceira queda seguida, contudo, os dados ainda não são animadores, visto que 13,9 milhões de brasileiros não estão trabalhando atualmente.

A situação se torna ainda mais delicada quando há uma comparação com outras épocas em que a pesquisa foi realizada. Ano passado, tivemos uma taxa média de desemprego de 13,5%, sendo a maior série iniciada em 2012. Em 2019, esse valor atingia 11,9%.

Dentro do nosso trade, a situação é igualmente preocupante. Ao longo dos últimos meses, nós, do segmento, informamos constantemente sobre a perda geral do trabalho dentro do setor que, por sua vez, é um dos que mais emprega e gera renda no Brasil. É inegável que começamos este ano com prejuízos em excesso, contabilizando ainda mais perdas com datas importantes que não puderam ser aproveitadas.

O Carnaval é o exemplo mais recente desse problema. Em muitos pontos turísticos, sabemos que a economia é movimentada exclusivamente por essa época do ano. Contudo, a crise sanitária não deu espaço para lucros.

Nossos esforços estão concentrados em não permitir que a economia não afunde ainda mais. Buscamos soluções que não afetem a saúde pública, mas que, ao mesmo tempo, possam auxiliar o empresariado voltar a respirar. Não podemos direcionar o olhar apenas para uma saída. É preciso encontrar equilíbrio para evitar o fechamento de mais empresas no nosso país. Apenas dessa maneira será possível caminhar rumo à retomada.

*Presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA).

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