Toque de Recolher: “Se houver bom senso é possível chegar num denominador comum para que ninguém sai

Texto: DPonta News




Em razão do aumento no número de pessoas contaminadas pela COVID-19 no Paraná, o Governo do Estado divulgou um novo decreto para ajudar a conter o alto número de casos nos últimos dias. O decreto assinado na terça-feira (01) pelo governador Ratinho Junior proíbe a circulação de pessoas entre 23h e 5h em todo o estado do Paraná. De acordo com o secretário estadual de saúde, Beto Preto, a medida para evitar aglomerações em parques, bares, festas, casas noturnas e afins.

Para o empresário e presidente do Sindicato Empresarial de Hotelaria e Gastronomia dos Campos Gerais, Daniel Wagner, a medida prejudica um pouco o setor, principalmente aqueles que precisam ficar até mais tarde abertos. “A medida prejudica um pouco o setor, por exemplo, eu soube de um empresário que faria um show em seu estabelecimento, mas que precisaria de mais tempo à noite para isso. Com a medida se iniciando às 23h ele teve que cancelar o espetáculo”, afirma.

Outro ponto abordado por ele é que o poder público municipal discuta junto com o setor essas novas medidas. “Esperamos uma proximidade do poder público municipal, estamos abertos para dialogar e achar um meio termo para que nem a saúde e nem nós sejamos prejudicados”, coloca.

Wagner ainda aborda o que acredita ser uma diferença do início da pandemia e as primeiras medidas, para este momento atual. “Hoje nós já sabemos como proceder, como evitar a contaminação, então, se houver bom senso e o público tomar as medidas de combate necessárias, creio que possamos chegar em um denominador comum para que ninguém seja prejudicado”, reforça. Daniel ainda sugere que possam ser adotados protocolos como os estipulados pelo Ministério do Turismo. “O Ministério do Turismo tem protocolos para cada setor, como hotelaria, viagens, bares, restaurantes e afins, creio que são boas dicas, boas ideias que nós temos em mãos e poderíamos praticá-las”, conclui.

Já o empresário e dono do bar “Galo Véio”, no Centro de Ponta Grossa, Carlos Ramon Carneiro, acredita no bom senso e vê as informações passadas para a sociedade como ‘duvidosas’. “É uma linha muito difícil de falar, principalmente eu que sou farmacêutico, e também proprietário de um bar. Eu como profissional da saúde, vejo os números de aumento de casos, e principalmente o aumento de pessoas perguntando sobre a sintomatologia. Pelo bom senso eu digo que sim, os casos estão aumentando, e os cidadãos seja o mais simples ou o mais abastado, não temos informações concretas sobre o que realmente acontece. Claro que a medida atrapalha. Digo que a única coisa que me mantém é a fé”, desabafa.

Ele também critica os políticos por atitudes que julga ser equivocadas, tanto para as vítimas da COVID-19, tanto para os trabalhadores. “É notório o jogo politico desonesto e asqueroso por não ter compaixão pelas pessoas que foram vitimas da COVID-19, como também pelos trabalhadores. E isso é dever dos nossos governantes”, opina.

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